quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Resposta da Secretaria de Porto Alegre...

A pergunta...

Impressionante o email enviado por esta secretaria e reproduzido no 
blog: 
http://massacriticapoa.wordpress.com/2010/11/29/mercado-publico-de-porto-alegre-quer-desencorajar-o-uso-da-bicicleta-como-transporte-publico/ 
onde se desestimula o uso da bicicleta como transporte.

Não vou me deter muito sobre o assunto, apenas afirmar que a bicicleta é 
vista em muitas cidades do mundo como a alternativa mais viavel para o 
transporte individual e sustentável.

Acho que a secretaria deveria se informar antes de escrever aberrações 
como estas...

Assinalo aqui meus sinceros votos de protestos a politica adotada por 
esta cidade !

Samuel
E a resposta:
------------------------------------------------------------------
Boa tarde, Samuel.

Pronunciamento do Sr. Secretário da SMIC:
 
Senhores Munícipes:
 
Tomei ciência da resposta dada por uma servidora do Mercado Público acerca da questão das bicicletas. Apresso-me em desculpar-me com todos os que escreveram à SMIC, alguns indignados,  informando que foi uma posição pessoal da colega, que não representa a visão da Secretaria, nem do Governo. A seguir, compartilho nossa visão:
 
A)      É necessário sim o estimulo a transportes alternativos, tanto no diz respeito à qualidade de vida, especialmente no que concerne ao meio ambiente. No caso das bicicletas também uma melhor saúde;
 
B)      De fato o Mercado Público não dispõe de uma estrutura que acomode as bicicletas. Já determinei que providências sejam tomadas no sentido de disponibilizar o mais breve possível um bicicletário;
 
C)      Vale lembrar, sem querer apontar culpas ou responsáveis, que o Mercado tem 141 anos, e que até hoje governos de todas as matizes ideológicas ainda não haviam se apercebido desse lapso, que o presente episodio ajuda a aclarar;
 
D)      Importante registrar também que a origem desse problema de agora, deveu-se ao fato de que uma bicicleta foi acorrentada em um dos portões do Mercado Público, o que também não é correto. Mas compreendemos que certamente isso ocorreu pela indisponibilidade do equipamento adequado para a guarda das bicicletas;
 
E)      Eu próprio, como vereador e líder em 2009, fiz incluir na ordem do dia da Câmara de Vereadores a votação - e trabalhei pela aprovação - do Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre;
 
Reiterando nossas escusas, lamento somente o teor de alguns e-mails, que se valem de adjetivos e excessos que certamente não contribuem para a construção de caminhos positivos, imputando ao Governo, como disse anteriormente, o equivoco de uma servidora, que também não pode ser condenada por isso. Precisamos exercer a virtude da tolerância.
 
Por último, dizer que é visão desta secretaria e sob, o comando do Prefeito Fortunati, prestarmos um serviço público eficiente, ouvirmos o cidadão, corrigirmos equívocos e a cada dia tentarmos melhorar nossa cidade.
 
Atenciosamente,
 
Valter Nagelstein
Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rio Claro terá Pista de Dirt Jump de Alto Nível

Começou na quinta passada a construção de uma pista de Dirt Jump em Rio Claro, a qual sediará o primeiro Campeonato Paulista da história.

Rio Claro, cidade do interior paulista que sedia a Federação Paulista de Mountain Bike (FPMTB) contará, até o final do ano, com uma pista de Dirt Jump de alto nível e também um pump track ao redor da área.
O Dirt Jump é uma modalidade que consiste em grandes saltos seqüenciais, onde os pilotos realizam manobras impressionantes, já o Pump Track é um circuito com elevações de terra nas quais os ciclistas ganham velocidade somente pressionando, ou “pumpeando” a bicicleta no terreno, utilizando-se das ondulações para se ganhar velocidade. A modalidade está virando febre mundial, pois permite desde a iniciação de crianças até o aperfeiçoamento na técnica dos mais experientes.
Após parceria entre a FPMTB e a Secretaria de Obras de Rio Claro, ficou definido que o município disponibilizaria a área, matéria prima e maquinários para a construção da pista e a FPMTB disponibilizou gratuitamente o projeto, o acompanhamento da obra e a mão de obra.
A pista está sendo construída em frente ao supermercado Paulistão na Av. Brasil entre as Avs. 52 e 54 em uma área que está sendo destinada pela Prefeitura a ser uma Praça de Esportes. A pista de Dirt Jump possuirá linhas para iniciantes, amadores e profissionais, possibilitando desde a iniciação de crianças ao esporte até a realização de eventos de alto nível no local trazendo atletas profissionais para a cidade.
Após a construção a FPMTB pretende iniciar um projeto social que atenderá mais de 2.000 crianças pro ano no local, iniciando-as no mountain bike e, quem sabe, até formando atletas olímpicos para as olimpíadas de 2016. O projeto buscará ainda, educar os futuros motoristas para o trânsito utilizando a bicicleta como meio para tal, formando cidadãos mais saudáveis, críticos e humanos.
A inauguração da pista será realizada com o Campeonato Paulista de Mountain Bike 2010 – Dirt Jump nos dias 03, 04 e 05 de Dezembro. O evento acontece somente uma vez ao ano de cada modalidade do mountain bike, sendo que o Dirt Jump contará pela primeira vez na história um campeonato estadual da modalidade.
Maiores informações sobre o evento no link: http://www.cbmtb.com/noticiasDentro.php?cod=MzY1

(FONTE: Clayton Palomares pela FPMTB)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A ciclofaixa da Rua 6-A (Ou como passar tinta num problema)

A Ciclofaixa da Rua 6-A em Rio Claro.

Ciclofaixa da Rua 6-A: Camera Olympus PEN meio quadro


To voltando de uma pedalada pela nova Ciclofaixa de Rio Claro, na rua 6-A, confesso, estou assustado e pensando em nunca mais voltar lá. Mas vamos aos fatos.

A ciclofaixa tem 1.3 km de extensão e aproximadamente 0,9m de largura – Não medi.


Exibir mapa ampliado


Fica numa das vias mais perigosas e que tem maior fluxo de bicicletas na cidade. O limite de velocidade, oficialmente é 50 km/h, mas não possuí radares e obviamente o limite é pouco respeitado. Foi aqui que aconteceram dois acidentes fatais envolvendo jovens.

Porque gostei:

Gostei porque nosso sonho de discutir bicicleta como meio de transporte em Rio Claro, começa a virar realidade. Alguém resolveu fazer alguma coisa, mesmo que eu ache que está errado, pelo menos está se fazendo e na democracia em que vivemos, abrindo para discussões.

Ciclista usando a ciclofaixa


Porque não gostei:

Bom esta é Bessie no início da ciclofaixa. Um trânsito do mal estava nesse dia. Carros em velocidade e tirando fina!

Alias só sei que é uma ciclofaixa pela intuição, pois não tem nada indicando.

Bessie entrando pela Ciclofaixa


Ai o primeiro absurdo: Um ponto de ônibus sobre a ciclofaixa. Os ciclistas já levam a pior com os carros, mas os dois acidentes que citei foram contra veículos de grande porte: Um caminhão e um ônibus. O mais recente a jovem, ao desviar de um carro estacionado, foi colhida por um ônibus em movimento.


No meio da ciclofaixa tinha um ponto de onibus

Tinha um ponto de onibus sobre a ciclofaixa

Bom, se o enfrentamento entre ônibus e bicicletas é critico, será que colocar um ponto de ônibus sobre uma ciclofaixa é uma boa idéia? Não dá pra tirar os pontos de ônibus daí, mas será que a faixa ta no lugar certo?

Mas não é apenas um ponto de ônibus, são 5! E enquanto o ônibus pega e descarrega pessoas, o que devem fazer os ciclistas? Esperar atrás do ônibus? Arriscar-se sobre a via?

E veja este ônibus andando sobre a ciclofaixa e outro que não consegui fotografar, estava parado antes do ponto de ônibus para desembarque/embarque.

Passou relando...


Mais pra frente outro fato: Carro parado sobre a ciclofaixa. O motorista alegou que a porta do passageiro se abriu, mas do outro lado ele poderia estacionar e ficar o tempo que quisesse. Este motorista brigou com outro ciclista que passava e trocou farpas comigo – Não reagi e fiz que não vi.

Veiculo estacionado sobre a ciclofaixa. E o cara quis engrossar.


Outro carro parado. Este sobre uma faixa de emergência de uma Farmácia. Isso mesmo faixa de Emergência, também sobre a ciclofaixa. A farmácia está ali, ela precisa realmente de uma faixa de emergência, mas novamente, como se comporta o ciclista neste caso. Arrisca-se ou espera? E o que é mais legal a moça parou nesta vaga, mas para ir a padaria que fica ao lado e ainda se desculpou comigo “Desculpa moço é rapidinho”.
Estacionamento de emergência da farmácia sobre ciclovia,
usado para comprar pão na padaria. 

Pela placa ela tem direito de ficar ali por 15 minutos. Fora do horário de pico, cheguei a contar 1 ciclista por minuto neste trecho. Já imaginou 15 ciclistas pedindo passagem?

Ainda como estes foram mais 3 carros sobre a ciclofaixa, parados, desembarcando, manobrando ou “queimando” a faixa.

Depois deste dia, voltei mais duas vezes até a ciclofaixa e contei quatro carros estacionados sobre a ciclofaixa, um inclusive travado e com alarme ligado - Pude deduzir que era alarme pelo led piscando no vidro.

Com quem conversei sobre a "novidade", a sensação que tive foi que a idéia de colocar uma ciclofaixa e de "colocar o ciclista no seu lugar", ou seja, limitar seu espaço na via.

Vale lembrar que em Rio Claro, por suas peculiaridades históricas e topográficas existe um enfrentamento motorista/ciclista e ciclista/motorista. Muitos ciclistas suicidas maculam a imagem deste veículo por aqui.

Em próximos POSTs vou verificar se a policia vem alertando motoristas que estacionam neste local, quero também conversar com motoristas e ciclistas que usam esta ciclofaixa.

Particularmente aconselho aos ciclistas não se arriscarem por esta rua, mesmo pela ciclofaixa. Eu por exemplo uso vias paralelas que são muito mais calmas: levam e trazem aos mesmos destinos.

À prefeitura fica meu apelo que pensem melhor se apenas pintar uma faixa é resolver o problema.

E a mim vou continuar observando porque quero chegar a conclusão que eu sou é chato demais.

Para saber mais sobre Ciclovias e Ciclofaixas, veja estes links:





http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101021/not_imp627574,0.php


Nota técnica:

A primeira foto em meio quadro foi feita com uma Olympus PEN, filme Kodak 400, scanner de negativo, as outras fotos foram feitas com celular Nokia.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Candidatos e candidatas.

Se você é candidat, usa a internet e gostaria de dar sua opinião sobre o transito, em particular a bicicleta, poste um comentário ai que eu divulgo.

Como este blog é pessoal, não é ligado a nenhuma empresa ou instituto ou nada, sou eu e só eu, coloco aqui as regras: Qualquer mensagem de candidato será postada, independente da opinião ser a favor ou contra o uso de bicicletas no transito, não publicarei mensagens que citem outros candidatos ou que sejam respostas a outros comentários anteriormente postados ou que façam comentários a instituições ou pessoas públicas. Por falta de tempo, os comentários serão postados quando possível (infelizmente não posso colocar assim que chegar) e coloco como prazo máximo para aceite o dia 22 de Setembro.

O Transito nas pequenas cidades:

As cidades do interior paulista tiveram na bicicleta a base do transporte individual por muitos anos. Entretanto nos últimos anos, um grande número de veiculos automotores - Carros e motos, tem feito as bicicletas perderem espaço nas ruas. As consequências deste aumento são sentidas em muitas cidades como o início de congestionamento, muitos acidentes e aumento da poluição tanto sonora quanto do ar.

Por outro lado, os motoristas reclamam que os ciclistas atrapalham o transito, andando na contra-mão, não respeitando a sinalização e oferecendo perigo para si e para o transito em geral.

Em muitas cidades do mundo promove-se o uso das bicicletas, alguns defendendo a integração da bicicleta no próprio transito, outros defendendo as ciclovias.

Em minha Rio Claro por exemplo, não existe definida nem uma situação nem outra. Alguns kilometros de ciclovia recreativa, outros de ciclovia util e muitas bicicletas pelas ruas sem integração com o transito numa espécie de guerra pelo espaço.

Para os senhores candidatos ficam duas perguntas:

1. Você anda de bicicleta regularmente?

2. Como você acha que deve ser encarado o uso da bicicleta no transito das cidades em expansão no interior paulista?

Fica ai o espaço para comentários.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Réquiem para uma boa câmera.

A minha fiel Fujica FT-705 deu sua primeira falha em anos de bons serviços prestados. Quase contrária a tudo que defendo quanto a simplicidade, a Fujica com sua infinidade de botões, escolha de lentes, ajustes e leituras foi a minha professora de fotografia, com a qual fiz cerca de 1500 fotos em pouco mais de 4 anos.
Sempre fiel, começou a apresentar medidas estranhas no fotômetro, como se sempre houvesse um excesso de luz. Isso me fez perder um rolo de filme e a confiança na velha maquina.
Depois de constatado o problema, levei até uma não menos fiel, oficina de câmeras que já ressuscitou várias câmeras minhas, deu o triste veredicto de falta de peças para manutenção.
Existe ainda a possibilidade de um técnico indicado pela própria Fuji resolver o problema, eu mesmo abri a câmera e tentei encontrar algo, mas por um momento, resolvi remover as pilhas, enrolá-la em plástico com sol-gel para proteger a unidade e guardá-la numa caixa.
E assim ela ficou por dois dias.
Depois pensei que esse não é o fim digno que ela merece. Retirei o plástico, coloquei a objetiva, um rolo de filmes, fechei todo o diafragma, deixei o tempo de abertura em “B” e sai fotografando, sem botões, ajustes e leituras numa noite fria do final de Julho.
Algumas das fotos desta despedida da Fujica estão ai. Mas algo me diz que esta despedida não é definitiva.














quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pedalando em São Paulo por Adriano Jordão

Relato do amigo Adriano Jordão que além de partilhar a paixão pelas "magrelas" também nutre uma luta em comum pela preservação da memória da Gurgel Motores, me mandou um relato de um pedal por Sampa city, que reproduzo aqui... A pedido dele mesmo, modifiquei duas palavrinhas...


"   Olá, minha mulher levou a camera dela que é menorzinha e acabei ficando com a minha que é semi profissional, aí nem deu pra levar no metro. Fica para uma proxima.
  A experiencia foi bem interessante. Eles só liberam a partir das 14h do sábado e domindo o dia todo.
   Temos que usar sempre o ultimo vagão e no máximo 4 bikes em cada. Se não, tem que esperar o próximo. Voce apresenta o bilhete e eles liberam uma porteirinha ao lado das catracas. Na volta, o cara me fez passa na catraca e depois passar a bike, uma coisa meio confusa, e ele acabou segurado a bike pra mim.
  Até aí tudo bem, o complicado mesmo é que não pode usar as escadas rolantes. Tive que subir umas escadarias gigantescas com ela no ombro. Falta um pouquinho mais de boa vontade do metro.
  O passeio foi sensacional! Foram umas 35 pessoas. Embora poucas, foi até melhor.

   Um belo rolê pelo centro de SP que a gente dificilmente se imaginaria naquela situação. Muito tranqüilo e muito mais seguro do que se imagina. Dá pra repetir sem os guias sossegado, pelo menos uma parte. 
  Tem um pessoal animado a fazer isso. Se quiser participar, fica o convite. Dá pra vir num Domingo cedo de busão com a bike, pegar o metro até a Sé, dar  o rolê e voltar. Se preferir, levo tua bike depois."

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Como estará o cicloativismo daqui há 8 meses?

Hoje, dia 17 de Maio de 2010 é uma data importante para o cicloativismo brasileiro. Não sei ainda se é um importante bom ou um importante ruim, mas até agora sei que é importante?

Porque nasceu um Lance Armstrong brasileiro? Porque a Caloi lançou seu mais importante modelo? Não é nada disso, hoje vai ao ar, pela Rede Globo o primeiro capitulo da novela PASSIONE, cuja trama gira em torno de duas situações envolvendo bicicletas: Uma industria de bicicletas e um atleta de Mountain Bike.

As pessoas têm certa preguiça de pensar e emprestam cérebros alheios para pensar por elas e as mentes da Globo são muito boas pra isso. As vantagens do uso da bicicleta para o transito, para a saúde e para a diminuição da poluição são inquestionáveis, mas só no momento em que uma novela colocar este assunto à baila é que algumas pessoas vão pensar – Puxa, eu sei andar de bicicleta, quero me sentir como o galã da novela, vou pegar minha bike!

Algumas, ao terminar a novela ou no primeiro friozinho vão voltar a deixar suas bicicletas em algum lugar e esquecê-las, outras talvez continuem e algumas poderão ainda se tornar atletas que defendam as cores do Brasil nos jogos olímpicos de 2016!

Algumas pessoas (eu mesmo) questionam: Porque a Globo não fez isso antes? E talvez a resposta esteja na própria sociedade. Por mais que a Globo seja uma formadora de opinião, ela trabalha, antes de qualquer coisa, como entretenimento e mesmo que ela decida do dia para a noite divulgar a musica dudecafônica: A sociedade como um todo não está preparada para tal.

Então acredito que os departamentos de Marketing, ou seja lá o que for, detectaram o potencial deste assunto ser abordado neste momento e assim o será.

De nosso lado, como diria o revolucionário: A luta continua. Não vou fazer, como alguns, prognósticos, vamos observar se as bicicletadas vão ganhar mais adeptos, se teremos mais passeios, se as prefeituras vão criar mais ciclovias e mais eventos envolvendo ciclismo.

E não adianta achar que uma novela vai resolver todos os problemas do mundo ciclístico sem a participação de nós cicloativistas.  Tenhamos fé que será uma ajuda muita bem vinda, mas que depende de nós saber usá-la como um bem!

A propósito: É hora de cobrar os outros canais de TV a fazer o mesmo: Já pensou Bispo Macedo pedindo para Deus dar bicicletas aos fieis? Seria o máximo!