sexta-feira, 22 de março de 2013

Pista de mountain bike de Rio Claro deve ser inaugurada em breve


“Dirt Park Rio Claro” - nome dado pelos ciclistas na rede social Facebook – deve ser inaugurado em breve, segundo a FPMTB – Federação Paulista de Mountain Bike o evento reunirá ciclistas da região para uma demonstração à população do que é a modalidade e dos projetos que serão implantados na pista.

Após uma longa espera a pista de Mountain Bike construída no canteiro central da Av. Brasil, em Rio Claro, está em faze final de obras e já vem passando por testes, como o que acontecerá neste domingo, dia 24, das 14 às 18h.

A FPMTB – Federação Paulista de Mountain Bike em parceria com a Prefeitura Municipal realizarão um evento de inauguração que reunirá atletas de todo estado, além de músicos, grafiteiros e autoridades locais para trazer atividades a toda população no local que deve ser entregue em breve aos munícipes.

O local possui três pistas de Pump Track e comportará 04 linhas de Dirt Jump (Kids, Iniciante, Amador e Profissional), modalidades consideradas de base e formação para todas as especialidades do ciclismo, mountain bike e bicicross.

O evento de inauguração será no estilo “Jam”, premiando o best trick (melhor manobra) e acontecerá nas linhas Iniciante e Amador, que já estão assentando e estarão finalizadas em Abril. Os Pump Tracks também estarão abertos para uso e já se encontram em funcionamento sendo utilizado pelos alunos da Escola de Bicicleta.

No momento o local já está atendendo a Escola de Bicicleta que funciona através de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a equipe Velo/SEME/Giant Rio Claro de Ciclismo, atendendo crianças, jovens e adolescentes de 06 a 17 anos todas as terças e quintas, das 09 às 11h e das 15 às 17h, e aos sábados, das 09 às 12h. As aulas são gratuitas, com a obrigatoriedade dos pais (ou responsáveis) inscreverem os menores no setor de matrícula da Secretaria Municipal de Esportes (anexo ao ginásio Felipe Karan). Maiores informações pelo telefone (19) 3533-5433 (é obrigatório que a criança vá de tênis).

Assim que a linha profissional da pista for construída, ela será a maior pista de Dirt Jump do país, e uma das três maiores das Américas, e o melhor, a pista foi construída através de parcerias e doações articuladas pela prefeitura e pela FPMTB, praticamente sem custos para o município. Desde a terra, o start gate de alvenaria, tubulações, alambrado, entre outros foram doados por parceiros, sem custos para o município.

Embora o nome do local ainda não tenha sido definido pela Prefeitura, os ciclistas que já estão utilizando e realizando testes junto a FPMTB deram o nome de “Dirt Park Rio Claro” e,inclusive, criaram uma fanpage do local na rede social Facebook (http://www.facebook.com/dirtparkrioclaro) onde discutem assuntos relacionados a pista.

A idéia é que o local seja aberto ao público durante a semana e aos sábados com horário definido e acompanhamento de monitores capacitados da FPMTB, além de uma escola de bicicleta que irá atender gratuitamente crianças, jovens e adolescentes ensinando noções de trânsito, direção defensiva e pilotagem. A Federação e a Secretaria Municipal de Esportes estão acertando os últimos detalhes desta parceria que beneficiará diretamente o esporte e a cidade de Rio Claro.” – Afirmou Clayton Palomares, presidente da FPMTB.

Texto e Fotos: FPMTB



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Relato do Audax 200k da Kelly Priscila em Floripa.


Conheci Kelly Priscila na faculdade onde eu dava aulas. Sempre parava pelo guichê onde ela atendia para conversarmos sobre qualquer coisa e tudo mais. Sempre de bem com a vida, sorriso aberto e ligada no 220. Ela saiu da faculdade antes de mim e foi para Florianópolis. Graças aos milagres da tecnologia, essa distância não impediu de conversarmos de vez em quando nas redes sociais.

Quando soube que ela completou o Audax 200k já pedi um depoimento, até porque já tinha lido textos dela e gostado muito. Depois umas cobranças, ela me mandou o texto que segue, que posto praticamente sem alteração para não tirar a emoção das palavras.

Preparativos:

Há muito tempo tinha vontade de participar de um Audax, mas sempre, por um motivo ou outro, acabava procrastinando. Foi assim em abril de 2012, quando fiz a inscrição mas acabei não a efetivando pois escolhi participar de uma corrida de rua aqui da cidade.

Quando fiquei sabendo da prova do dia 09 de dezembro de 2012, não perdi tempo: fiz a inscrição, paguei a taxa e tratei de me preparar.

Pedalo desde que me conheço por gente. Há uns 10 anos, porém, essa prática ficou ainda mais constante e, de uns três anos para cá, pedalo todos os dias, treinando triatlhon e também utilizando a bicicleta como meio de transporte aqui na ilha.

Depois de fazer a inscrição, me surgiu a dúvida: 100 ou 200 km? Fiz a inscrição nos 200, sendo que poderia mudar para os 100, caso quisesse, até o dia anterior ao evento, na retirada do kit. Sabia que tinha força pra conseguir os 200k, mas quis tirar a prova: no final de semana anterior ao Audax, fiz um longão de 120 km e o resultado foi positivo. - Se deu pra fazer 120k, 80k a mais eu consigo também – pensei.

Escolhi fazer a prova com a minha speed, uma Merida Road 903. Dias antes, uma super revisão, pneus novos, estoque de câmaras de ar e pronto. A minha parte "máquina" estava pronta.

Durante a semana me deparei com um problema significativo, pelo menos para mim: na lista dos inscritos, nenhum conhecido. Apesar de eu fazer parte do mundo dos esportes, me parece que a galera da corrida/triatlhon não se identifica muito com o Audax, talvez por ser mais um passeio do que uma prova competitiva. Aliás, importante ressaltar isso: o Audax é um passeio, e seu maior concorrente é você mesmo. 

O fato de completar a prova dentro do limite de tempo estabelecido é a grande vitória. Mesmo sem nenhum conhecido, estava animada. O meu único medo era ter que pedalar sozinha em alguns trechos que são extremamente perigosos na ilha. Pra ajudar, uns dias antes da prova, um ciclista foi atropelado por um carro na SC 401 e isso, infelizmente, tem se tornado comum aqui. A cidade é linda, maravilhosa, amo de paixão, mas infelizmente tem pouca (muito pouca) ciclovia. Mas essa já é uma questão para um outro assunto.

Bom, no dia anterior ao Audax comi tudo errado. Ao contrário das provas que participo que incluem também a corrida (nas quais como apenas carboidrato, não como doce, não como nada que possa me atrapalhar no momento da prova), no dia anterior ao Audax comi chocolate, pizza de calabresa, amendoim, sorvete. Tudo errado, mas por sorte isso não fez diferença alguma. Ainda no dia anterior, fiz um check list das coisas que não poderia esquecer, sendo:
  • 8 saches de carboidrato em gel;
  • 10 barrinhas de cereal;
  • BCAA;
  • Câmaras de ar reserva;
  • Bomba para pneu;
  • Colete refletor;
  • Lanternas e farol;
  • Capacete;
  • Luvas,
  • Passaporte (dado pela comissão organizadora)
  • Bermuda
  • Camisa
  • Pilhas reserva dos refletores


A largada.


A largada era às 06h30, portanto tinha que chegar com pelo menos 30 minutos da largada, para realizar o check in na bike. Por sorte, moro perto do local da largada e por volta das 06h já estava pronta para o desafio. Não tinham muitos participantes, creio que no máximo uns 250, e eis que no meio de tanta gente, encontrei um conhecido das corridas. Fui até ele e me animei em saber que pelo menos nos km iniciais eu teria companhia (ele se inscreveu no Desafio 100k).

O dia já estava clareando quando a largada foi dada. Uma largada simples, sem muito glamour. Seguimos pela ciclovia da Beira Mar Norte (meus locais de treino) sentido ponte para o continente. Fiquei decepcionada, pois as bikes passaram por baixo da ponte (uma passarela que tem anexo à Ponte Pedro Ivo). Minha expectativa era que a Ponte Colombo Sales tivesse uma faixa fechada para que os ciclistas pudessem utilizá-la, como foi em outras edições do Audax, mas nessa, não aconteceu. Mesmo assim a passagem ilha continente foi, como sempre, muito boa. O visual é deslumbrante e vale muito à pena.

Os 50 primeiros kilometros.

Já no continente, seguimos pela Beira Mar de São José, onde às 07h30 haveria a largada de uma prova de corrida de rua, na qual encontrei vários amigos já se preparando. Um grito de "vamo lá" e seguimos nossa viagem. Nesse ponto já percebia que o pelotão dos ciclistas começava a se dispersar: muitos ficavam pra trás, muitos voavam na frente. Eu e meu amigo ficamos creio que pelo meio, junto de outros ciclistas que tinham o mesmo objetivo que nós: completar o passeio bem, dentro do limite de tempo estabelecido. Pedalamos alguns quilômetros pela rua lateral à BR 101 e, quando paramos no primeiro posto, o sol já começava a dar as caras. A cada posto era necessário entregar o passaporte para que os organizadores carimbassem com o horário da passagem (no primeiro posto entendi o porquê do plástico que vinha junto ao Kit. Meu passaporte chegou ensopado de suor). Aproveitei para repor as energias com algumas frutas, carboidrato e água, muita água. Continuamos a pedalada, já sentido de volta à ponte. Já na ilha, seguimos pelo sul com o sol pegando forte, mas ainda tranquilos, sem nenhum incomodo maior. Transitamos pela ciclovia da Beira Mar Sul (que é bastante conhecida por mim e pelas minhas magrelas, já que é caminho para meu trabalho) e nesse momento o sol começava a judiar um pouco mais. Lembro que estávamos a cerca de 50 km, ou seja, a metade do passeio para meu amigo, e um quarto para mim. Seguimos pela rodovia do Campeche, e mais a frente, na entrada da rodovia que segue para o Rio Tavares, nos despedimos: a partir dali, o trajeto era diferente para quem fizesse o Desafio 100k e o Audax 200k.

A primeira metade.


Me vi sozinha. Alguns ciclistas que estavam atrás de nós seguiram em frente, realizando o mesmo trajeto que meu amigo. Meu caminho era à esquerda, numa rodovia simples, com poucos carros, um acostamento mediano e bastante verde ao redor. Por sorte, por ser moradora da ilha, conheço os muitos cantinhos da cidade, e isso ajuda muito o psicológico. Afinal, acredite: provas de longa distância são muito mais cabeça do que corpo.

Encarei a rodovia sozinha. Poderia parar e esperar que algum ciclista chegasse, mas achei melhor tocar em frente. Quando a rodovia me possibilitou enxergar a frente, vi um pontinho colorido e apertei o pedal para conseguir alcançá-lo. Era um homem de uns 60 anos sobre uma bela MTB, com uma camisa de um grupo de pedal daqui de Floripa. Cheguei mais perto e puxei conversa: esse novo amigo seria minha companhia por todo o restante do percurso. E o melhor, ele já havia feito o Audax 300 km, ou seja, supra-sumo da experiência.

Não mais sozinha, segui ao encontro daquilo que eu diria ser o trajeto mais cansativo e dolorido de todo o passeio. O Belíssimo Ribeirão da Ilha, com suas casas históricas, praias lindas e seu charme cultural, possui também, como parte de toda essa riqueza da ilha, alguns quilômetros de calçamento de pedras e paralelepípedos que acabam com qualquer bicicleta speed e com os glúteos de qualquer ciclista. Tudo bem, tudo bem, eu sabia do trajeto e escolhi a speed por que quis, então, agüentei calada. Mas que doeu, doeu e a velocidade média que estava, até então, perto dos 25km/h, caiu para os pobres 10km/h. Ali eu já sabia que o tempo de conclusão do passeio ia aumentar muito.

Não sei exatos quantos km de calçamento passamos. Creio que uns 16 ao todo, sendo que 8 para ir e 8 para voltar (chegamos num ponto final na Caiera da Barra do Sul, onde os barcos saem para a Ponta do Papagaio e de lá, após a comprovação e reposição das energias no posto, voltamos pelo mesmo trajeto até o início do Ribeirão da Ilha).

Nosso trajeto agora era rumo ao Pântano do Sul, mas antes disso, uma parada para reabastecer as energias com algo salgado. Paramos em uma padaria e comi uma super coxinha de frango. Nesse momento o cronometro da bike marcava 100 km. Metade já havia sido conquistada, mas o solzão do meio dia mostrava bem o que nos esperava nos 100 km finais.

Última metade


Após o lanchinho, voltamos à pedalada. Sim, o sol estava muito forte e isso era o maior dos obstáculos. 

Continuamos sentido sul, e a cada vez que eu olhava o mar e as belezas da natureza, resgatava forças para continuar, mesmo com o sol extremamente forte. Chegamos ao Pântano do Sul bastante cansados (pelo sol e pelo esforço do calçamento do Ribeirão), mas muito felizes. O cansaço e felicidade podiam ser vistos no rosto de todos que ali chegavam também: é o tal do cansaço que satisfaz. Nessa altura do campeonato (e do sol), tinha até um maluco tomando cerveja. Eu fiquei com a água.

Continuamos nossa pedalada. Voltamos pelo caminho do Pântano do Sul, passando pelo Morro das Pedras, sentido Rio Tavares. Foi um caminho muito cansativo. Quando chegamos à Lagoa da Conceição, o corpo sofria um pouco: o sol não dava uma trégua! Paramos, compramos água gelada, tomamos carboidrato e fomos encarar a subida do Morro da Lagoa. A subida foi tranqüila, a descida melhor ainda. A Praia Mole estava lotada, mas o transito de carros não estava tão ruim. A descida da Barra da Lagoa foi deliciosa: 75 km/h de puro ar na cara e muita disposição de viver.

Devia ser aproximadamente umas 14h (não lembro precisamente o horário), quando seguimos pela rodovia da Barra da Lagoa, sentido Moçambique – Rio Vermelho. Creio esse ter sido o trajeto mais eterno de minha vida, mas vencemos também. Ao chegar ao Rio Vermelho paramos em uma pseudo loja de conveniência que tinha de tudo: desde lustre até banana. O lugar era bem feio. O banheiro tinha duas portas: uma de vidro e uma de madeira que dava pra cozinha. Fiz xixi olhando pela porta de vidro, torcendo que ninguém passasse por ali. Engraçado que enquanto eu estava no banheiro, a dona do pseudo estabelecimento bateu na porta de madeira e queria que eu abrisse para ela colocar a toalha de mão. Coisa de louco.

Saímos de lá vivos, já que a água gelada era boa, e carregamos conosco mais dois amigos que também estavam reabastecendo as energias no local. Eram dois garotos novos, sendo que um já havia concluído o Audax 200k e o outro estava tão ansioso quanto eu para completar o primeiro.

Continuamos nossa pedalada, agora em quarteto. O sol, adivinhem: castigava!

Quando chegávamos perto do Ingleses uma ambulância passou por nós, sentido contrário. Ninguém falou nada, mas tenho certeza que todos nós, por dentro, rezamos para que nada de ruim tivesse acontecido com algum ciclista.

Quando chegamos ao Ingleses, um estouro em uma das bicicletas fez acabar com o sonho de um dos amigos que me acompanhavam. A corrente da bicicleta do garoto que estava ansioso para completar o primeiro Audax estourou, e a prova acabou ali para ele. Por sorte, o carro da organização, que vez ou outra passava por nós, estava ali por perto e o levou até o próximo posto.

Quando chegamos em Canasvieiras soubemos que a Ambulância que havia passado por nós, infelizmente, estava a caminho do resgate de um ciclista que estava parado, descansando, quando um bêbado assassino, armado de seu carro, bateu contra ele. Por sorte nada de grave aconteceu com o ciclista. E provavelmente o bêbado deve hoje andar solto pelas ruas, como acontece em quase todos os casos de atropelamento aqui na ilha.

Nesse posto os participantes já estavam muito animados e comigo não era diferente. Faltavam pouco mais de 30 km para o final do percurso. O sol, apesar de ainda forte, já não judiava mais tanto. Continuamos sentido Jurerê Internacional (último posto), e o trânsito nesse momento estava bastante intenso. Saímos do posto por volta das 17h, e fomos sentido SC401, local onde são realizados muitos treinos diários, mas que, infelizmente, (e por total descaso dos órgãos competentes) não há infraestrutura para tal. A volta foi tranqüila, apesar do forte movimento de carros voltando das praias do norte. Quando chegamos perto do local de partida, percebi que a corrente da minha bicicleta estava bastante larga e o cambio parecia estar desmontando, talvez pelo efeito do Ribeirão da Ilha. Por sorte, só percebi isso quando faltavam menos de 400 metros para o final. Sorte, pois, como disse antes, o psicológico manda e muito.

Terminei os 200 km em 11 horas e 26 minutos, abaixo do tempo esperado para conclusão do percurso. Minha ideia era conseguir abaixo das 10 horas, mas os obstáculos do Ribeirão da Ilha e o sol forte me impediram de conseguir. Para o Iron Man, que pretendo fazer em 2014 ou 2015, a média feminina que pretendo seguir, de conclusão da parte da bicicleta, é de aproximadamente 7 horas. Claro que são situações diferentes: bike diferente, solo diferente, treino diferente, clima diferente, trajeto diferente, quilometragem diferente. Mas já sei que tenho que melhorar bastante.

O que achei da prova:


Prós:
  1. É um passeio e não uma prova. Você está ali para vencer a si mesmo. Eu venci;
  2. Ter conseguido o Brevet dos 200k me dá o direito de participar no de 300k. Talvez eu encare.
  3. Floripa dispensa comentários. O cenário da prova é digno de aplausos e sorrisos, mesmos quando os glúteos doem no calçamento do Ribeirão da Ilha.
  4. Você fará, com certeza, mais amigos;
  5. A sensação de conquistar e superar seus próprios limites é boa demais.

Contras:


  1. Não senti segurança nenhuma. Existem alguns trechos da ilha que são muito perigosos e que são contemplados pelo trajeto do Audax. Estou acostumada com provas de corrida e triátlon onde existe sinalização, alteração de transito e staffs que trabalham para o evento ocorra sem maiores problemas. Senti falta disso, pois o tempo todo pedalei como se estivesse pedalando por si mesma, como faço sempre.
  2. Paguei quase R$ 200,00, ganhei uma camiseta, uma medalha e um certificado. Acho que os organizadores das provas (e isso se encaixa perfeitamente aos organizadores de provas de corrida a pé, também) devem repensar os valores cobrados.
  3. Faltou um local pra tirar foto com a medalha, um portal de largada e chegada. Nessa edição, não tinha nada disso.

No mais, vale muito a pena. Se você mora ou conhece Floripa, sabe do que estou falando. Se não conhece, vai se surpreender com nossa ilha maravilhosa.

Como disse antes, pretendo no ano de 2014 ou 2015, participar e concluir o Iron Man. São 3,800 mts de natação, 180km de bike e 42km de corrida (maratona). O Audax me serviu como base para as dificuldades que poderei encontrar no caminho.

Corri duas maratonas de Santa Catarina (2011 e 2012), e várias outras provas de menor distancia. Sou persistente no que faço e sei que, em muitas vezes, a minha teimosia e força de vontade fala mais alto quando o físico já não agüentar mais falar. Acho que isso é o que muda tudo: a garra, a vontade, a persistência. Por que por mais que doa, por mais que canse, por mais que seja sofrido, nada paga a sensação de ter conseguido chegar lá. E como já diz o ditado: o sofrimento é passageiro, a conquista é permanente.

Um grande abraço.

Kelly Priscila Franzoni

Meu sonho é concluir um IronMan e pretendo alcançar esse sonho em breve.









Para saber mais:

Audax no wikipedia
Site oficial do Audax Brasil
Site oficial do Audax Frances (que deu origem a série)
Proximos Audax

sábado, 22 de setembro de 2012

Quantos carros são candidates a vereador e prefeitos em Rio Claro.



Assim como o número de carros cresce nas cidades, os candidatos a prefeito e vereador representam esta população com seus carros e motos.

Na eleição de Outubro de 2012 temos 4 candidatos a prefeito e 4 candidatos a vice, disputando uma vaga cada, enquanto 212 candidatos disputam 12 vagas ao cargo de vereador.

No caso dos vereadores, os candidatos declararam possuir juntos 149 veiculos automotores, sendo 24 motos e 125 carros ou caminhões o que dá uma média condizente a média da cidade de 0,71 veiculo por candidato. 111 candidatos não declararam ter veículos automotores e um candidato declara possuir 5 veiculos. 

Um candidato tem como nome de urna o modelo e cor de seu carro e um candidato tem associada a palavra bike ao nome de Urna.

Os candidatos a Prefeito, pela ordem que aparecem no site divulgacand2012, são os seguintes:

Claudio de Mauro e Anderson Golucci


O Prof. Dr. Claudio di Mauro, professor universitário e ex-prefeito declara possuir 2 veículos , enquanto seu vice Anderson Goluci, advogado declara não declara possuir veículos.

Em sua proposta de governo, na pagina 3, quando cita suas prioridades de governo nas seção “Diretrizes fundamentais do plano para Rio Claro”, diz explicitamente: “Organizar uma política municipal de mobilidade intermodal e integrada para os transportes”, na pagina 4, seção 2 “Rio Claro buscando a qualidade de vida para todos” item 1. “A Mobilidade Urbana e Rural, Transporte e Transito; Acessibilidade para os portadores de limitação motora, auditiva, visual. “, na pagina 7 item 21: “Estimular a revisão da matriz de transporte para multimodal;”

Como citação indireta, na pagina 6, item 17: “Ter a meta de alcançar em médio prazo, 20% de participação de fontes renováveis e alternativas na matriz energética de consumo do Executivo. Torna-se necessária a redução no consumo de combustível fóssil;” e na pagina 7, item 20: “Reduzir significativamente a emissão de gases de efeito estufa”

Nevoeiro Jr e Tu Reginato


O também ex-prefeito e empresário Nevoeiro Jr., não declara possuir veiculo, enquanto seu vice Tu Reginato, servidor municipal, declara possuir 3 veiculos.

Seu plano de governo no segundo parágrafo já cita: “Asfaltar todos os bairros que ainda não tenham pavimento, com a instalação de guias, sarjetas e galerias de águas pluviais” e ainda na pagina 1: “Término do Anel Viário”

Na pagina 3: “Aprimorar o transporte escolar para os alunos da rede municipal implantando o acompanhamento dos estudantes por educadores e monitores treinados para esse fim”

Na pagina 4: “Criação de ciclovias. Oferecer cursos para que os ciclistas aprendam normas de segurança no transito

Melhoria na sinalização e a volta do sistema de semáforos “inteligentes”.

Monitoramento das principais ruas e avenidas por câmeras.”

Na pagina 5:

“Melhoria nos horários e itinerários dos ônibus para incentivar o uso do transporte coletivo.
Realização de estudos para redistribuir as vagas de estacionamento no centro da cidade.”

“Instalação de radares e lombadas eletrônicas”

Mario Zaia e Profa. Rosangela


O Candidato Mario Zaia, que possui uma empresa do ramo de compra e venda de veículos, não declarou possuir veiculo. A candidata a vice, profa. Rosangela, declara possuir 1 automóvel e 1 moto.

O plano de governo de Mario Zaia não está completo na página, mas a seção inteira sobre Transportes “E3” está disponível:

“Elaboração do Plano Emergencial de Transito, com a identificação dos pontos de estrangulamento e congestionamento de veículos;

Criação da CET – Companhia de Engenharia de Transito – especializada em encontrar soluções para os problemas de transito;

Criação das estações tubulares de passageiros de Onibus – conforme existe em Curitiba/PR, na qual, os passageiros ficam no mesmo nível dos ônibus, o que facilita a entrada e saida dos mesmos;

Criação do Plano de Municipal de Transportes – buscando integrar todos os meios de transportes da cidade”

Du Altimari e Olga Salomão


O atual prefeito e engenheiro, Du Altimari declara possuir 4 veiculos automotores e seu vice Olga Salomão declara possuir 1 automóvel.

A Proposta de “Du Altimari” é resumida neste assunto em dois tópicos:

Pagina 4: “Fortalecer a ampliar políticas de desenvolvimento urbano e rural, socialmente equilibradas, ambientalmente sustentáveis e politicamente participativas; “

Na mesma página: “Elaborar e implantar plano diretor de transito para melhorar a qualidade da circulação dos pedestres, ciclistas, motociclistas, transporte coletivo e veículos individuais.”

Conclusão

Nesta semana vimos que a escolha por usar ou não o carro não depende só de você, mas de como a sua cidade se molda a facilitar sua locomoção com o carro em detrimento de outras formas.

Vimos que você sente direta ou indiretamente a falta de politicas públicas neste setor e mesmo que nunca se aproxime de uma bicicleta, tem o dever de lutar pelo direitos dos ciclistas.

Os candidatos a prefeito e vereador representam a população e só quando estas questões forem prioridade para eleitores, o assunto será tratado como se deve.

Em cada abordagem dos candidatos, pedindo seu voto, questione-o sobre este assunto e aos candidatos eleitos, cobre melhorias no transito, lembre-se que você é cidadão e usar o carro deve fazer parte de sua cidadania.

As cidades devem deixar de serem pensadas para os carros e voltar a ser das pessoas.

Fonte: Divulgacand2012

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os veiculos de Rio Claro



Segundo estimativas, Rio Claro possui uma população de 188.977 habitantes e 132.000 veículos automotores, o que dá uma média de 0,71 carros/habitante que é uma média maior que a cidade de São Paulo, capital.

Se considerarmos a população acima de 19 anos, que potencialmente pode ter veiculo, pelos dados oficiais do IBGE de 2010, temos 110.943 habitantes o que dá mais de um veiculo para cada habitante em idade para possuí-lo.

Imagine que temos, esperando para fazer 18 anos durante o mandato do próximo prefeito, cerca de 16.000 adolescentes que colocarão mais números a estes números.

Desde o início do ano até hoje [1], Rio Claro totalizou 34 mortes violentas, exatamente metade 17 foram causadas por acidentes de trânsito, um por acidente elétrico e 16 causadas por armas. 

Das mortes envolvendo veículos, 2 foram atropelados, 2 ciclistas mortos, 5 motociclistas e o restante em carros.

Estes números dão uma estimativa de taxa de mortes no transito de 12 mortes / 100.000 habitantes / ano, apesar de ser um número ligeiramente menor que a cidade de São Paulo, é superior a capitais como Salvador (10 mortes / 100.000 habitantes / ano).

Será que os candidatos pensam nisso? Você pensa nisso? 

[1] Foram contabilizadas as mortes relatadas no site www.canalrioclaro.com.br

No proximo POST os candidatos e seus carros e propostas para o trânsito.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Porque você não deixa o carro em casa e vai trabalhar a pé?


Se você morar até 2 km do local do seu trabalho pode ser uma opção bem interessante. Você vai economizar gasolina e academia em uma tacada só.

Se você tiver que andar 8 km por dia, já vai exigir um preparo melhor, mas ainda assim dá para enfrentar. É menos do que você deve fazer na esteira da academia, transformando o trabalho dos seus músculos em calor na maquina da esteira.

E o poder público pode, mais uma vez ajudar a você tomar esta decisão.

- Primeiro, mantendo a manutenção das calçadas em dia.

- Evitando entulhos, materiais de construção, carros e portões atrapalhem os transeuntes.

- Colocando faixas de pedestres em lugares estratégicos, semáforos e fiscalizando o respeito a estas.

- Aumentando o número de faixas de pedestres elevada e semáforos de pedestres.

- Existe uma coisa que algumas cidades estão implantando que é o “tempo das pessoas” nos semáforos. Em semáforos que sinalizam ruas de via dupla, o semáforo fica alguns segundos fechado para ambos os lados, tornando possível ao pedestre atravessar sem pressa.

- Melhorar o policiamento, para evitar roubo a pessoas, instalação de câmeras e rapidez no atendimento a vitimas.

Mas talvez você more muito longe do trabalho e caminhar até lá seja complicado.

Existe uma alternativa ainda experimental em algumas cidades da Europa e EUA em que o poder publico ajuda as pessoas – através de subsidio e empréstimos a baixos juros - a morarem o mais perto possível de seus trabalhos.

É uma alternativa interessante para alguns casos – não para todos – mas que traz a luz a questão: Porque você não mora mais próximo do seu trabalho? Talvez seja falta de segurança, ou porque o bairro não tenha infraestrutura adequada. Então está na hora de cobrar de seus representantes melhorias neste bairro.
Existem outras maneiras de tentar reduzir o número de carros e conseqüente congestionamentos, acidentes, poluição..

Uma é a carona! Tenho observado que a carona talvez seja mais difícil de ser usada que o ônibus. O carro é tão pessoal que pessoas que moram praticamente juntas não dão nem oferecem carona, a menos em caso de visível necessidade. Que tal pensar o porque você não vai de carro com carona e como o poder publico poderia dar aquele empurrãozinho para você e seus amigos irem trabalhar juntos – Pense que um carro pequeno com 5 pessoas não tem espaço para assaltantes e sequetro relâmpago !

Além da carona, tem o transporte da empresa. Uma empresa que oferece transporte aos seus funcionários, garante horário de chegada e saída, segurança e relacionamento interpessoal de seus funcionários, além de tirar muitos carros de uma só vez das ruas.

Espalhar Restaurantes populares também podem proporcionar menor trafego no horário do almoço, assim como Caixas eletrônicos, escolas/creches próximas de casa ou do emprego podem diminuir o uso do carro para uso destes serviços. Ai você pensa – Escola perto de casa tem, mas prefiro cruzar a cidade para deixar meu filho numa escola melhor. Claro é um direito seu, mas pense em ações para tornar esta escola próxima a sua casa melhor porque, pela diferença de qualidade das escolas, você tem que gastar muito.

Por aqui ainda é pouco, mas o Skate e os patins são meios de locomoção comuns na Europa – Em Paris vi gente de roupa social e skate nas ruas ! Estes têm muito em comum com a bicicleta e as necessidades de eventos, infraestrutura, apoio e por aí vai.

E a locomoção de deficientes? Sua cidade comporta a ida e vinda dos deficientes? As vagas de deficientes são respeitadas? E quando não são, há punição?

Você pensa nisso? O seu candidato pensa nisso?

Outro dia ajudei um senhor de muletas atravessar a rua e senti o como é difícil.

Existem mil maneiras de tirar um carro da rua.

Milhares de pessoas não dependem de carro para se locomover e a cidade precisa pensar nestas pessoas.

O seu candidato vai pensar nisso? Você vai pensar nisso?

No próximo POST números de Rio Claro.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A bike que adoramos.



Nem vou enumerar todas as vantagens da bicicleta porque é chover no inundado.

Bicicleta é demais.

Mas precisamos pensar que a bicicleta tem várias faces e o poder publico deve pensar, se não em todas, em boa parte delas.

Pensar em política publica para bicicleta é falar em ciclovia. Mas não é só isso.

Primeiro uma consideração. Para o publico em geral, tudo é ciclovia, mas existem vários tipos:

Ciclovia é quando existe uma via, separada fisicamente da via de carros, onde as bicicletas são preferências e carros, motos e veículos automotivos são proibidos.

Existem ciclovias de lazer, que não levam de nada a lugar nenhum e são usadas para lazer, em geral nos finais de semana, para famílias pedalarem tranqüilas e sossegadas – Por vezes é usada também por patins e skates. Em Rio Claro a ciclovia de lazer mais conhecida e mais antiga é a que fica em frente ao aeroclube.

Existem as ciclovias de utilidade, transporte, translado, são aquelas que são usadas para transporte de pessoas que vão a escolas e para o trabalho ou destes para casa. Em Rio Claro a ciclovia de utilidade mais extensa é a que fica paralela a Av. 50.

Outro tipo é a ciclofaixa. Elas são faixas pintadas nas vias de carros, onde as bicicletas tem prioridade.

O estacionamento de carros sobre a ciclofaixa é proibido nestes locais.

A recente administração espalhou ciclofaixas pela cidade. Algumas sinalizadas com iluminação a noite, mas mesmo assim, ciclofaixas. Inicialmente critiquei asciclofaixas da cidade, mas agora tenho a dar a “pão a malpatória” que o negócio ficou lindo demais. Ainda reclamo da falta de fiscalização pois todos os dias temos carros estacionados sobre as ciclofaixas.

Alguns argumentam que a ciclovia segrega o transito, outros que a ciclofaixa não impõe o respeito da ciclovia. Eu particularmente amo as ciclovias, mais que as ciclofaixas, mas entendo a importância destas no transito.

A ciclofaixa é mais barata que a ciclovia.

Mas não para ai o apoio publico as bicicletas.

Um papel importante é a fiscalização. Tanto do respeito das ciclofaixas, quanto aos limites de velocidade. Pedalar sobre uma ciclofaixa com carros passando ao lado acima do limite de velocidade é ainda muito perigoso.

Outro fator é a criação, fiscalização e proteção aos bicicletários e incentivo as bicicletarias.

Mas não é só isso. Existe também a fiscalização dos ciclistas. Ciclista tem sim que ser fiscalizado, é papel da prefeitura. Um ciclista que não respeita a sinalização de transito, trafega na contra-mão, não respeita um pare, etc., pode não fazê-lo simplesmente por ser analfabeto ou por não saber dos perigos que estas atitudes podem lhe causar. A fiscalização, não precisa ser punitiva, mas educativa pode ser muito eficiente e salvar vidas.

Eventos de ciclismo e apoio ao ciclismo como esporte é um fator muito importante. A bicicleta passa a ser vista como algo de status, um objeto de desejo. Rio Claro conta com a equipe Velo/Seme de ciclismo de estrada e a FPMTB – Federação Paulista de Mountain Bike que trazem muito orgulho para quem pedala por aqui.

Eventos e apoio ao ciclismo de lazer. Passeios ciclísticos e desfiles são formas de colocar o motorista da semana para pedalar no fim de semana. Um ciclista de fim de semana vê os ciclistas da semana com outros olhos, ele respeita a bicicleta que vai a sua frente e pode, de uma hora para outra se juntar a eles – como eu fiz.

Algumas cidades vão a frente e fazem ou apóiam o aluguel de bicicletas.

Outro ponto é a construção de ruas pensando nos ciclistas. Um exemplo é a Avenida dos Costas, onde, quem sai do bairro Jd Paulista, sentido Inocop, de bicicleta, tem maior facilidade de trafegar na contra-mão que na mão, porque a via foi pensada no motorista e esqueceu-se do ciclista. Neste ponto então temos mais ciclistas na contra-mão que na mão.

Outras vias se tornaram proibitivas aos ciclistas, como a Avenida dos Estudantes.

E se você não pensa mesmo em usar a bicicleta, exija mesmo assim melhorias aos ciclistas, porque seu filho pode querer pedalar pelas ruas e você só vai pensar nisso, quando ele demorar para chegar?

No próximo POST falaremos de andar a pé e outras idéias que o poder publico poderia ajudar .

Os comentários neste blog são moderados, mas todos serão bem vindos. Não serão publicados comentários que não sejam referentes ao assunto, ou com frases ofensivas a quem quer que seja. Senhores candidatos teremos o maior prazer em publicar seus comentários e procuraremos fazer o mais rápido possível. Entretanto para evitar a propaganda de boca de urna, comentários que chegarem após o dia 3 de Outubro serão publicados após as eleições.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O busão


Ônibus ou o metrô são maneiras de transportar muitas pessoas em um único veiculo em trajetos pré-definidos.

A vantagem do ônibus é que muitas pessoas em um único veiculo, poluem menos e ocupam menos espaço na rua. O ônibus é o mais democráticos dos meios de transporte. Você pode usá-lo em qualquer idade, alfabetizado ou não – Analfabetos tem alguma dificuldade em ler as placas com o destino - pessoas saudáveis ou com limitações físicas. E você não precisa fazer curso nenhum para usá-lo.

As desvantagens incluem os trajetos serem pré-definidos e por vezes para se chegar onde se quer, precisa-se pegar vários ônibus ou andar a pé por alguns metros – o que acreditem é impensável por algumas pessoas.

Das razões pelas quais as pessoas não utilizam o ônibus, talvez a principal delas seja o status. Por alguma razão relaciona-se usar ônibus a pessoas pobres. Isso não acontece na Europa. Lá usar ônibus ou não usar simplesmente não influencia na sua imagem social. E lá, uma linha de ônibus próxima valoriza um imóvel.

Outras pessoas argumentam que existe o risco de ser roubado ou assaltado – Risco que também existe no uso do carro e até onde sei, não existem casos de seqüestro relâmpago de pessoas usando ônibus.

As linhas podem não atender as necessidades de logística ou tempo, andar de onibus significa andar um pouco a pé. Já pensou em um dia de chuva ter que andar 500 metros entre o ponto de ônibus e sua casa? 

Mas se você usar ônibus, não é para toda a vida. Naquele dia de chuva, vai com seu carro, uai, por aqui chove pouco mesmo, um dia ou dois de caos urbano já vai ser melhor que temos hoje.

Em que a administração publica pode e deve ajudar ao transporte publico?

- Garantindo ônibus em quantidade e qualidade suficiente para atender a toda a população.

- Garantindo preços, descontos ou isenção para estudantes, deficientes e idosos.

- Implantando políticas de integração entre as linhas – Você poder trocar de ônibus sem ter de pagar novamente.

- Garantindo segurança aos usuários da violência com a instalação de equipamentos como câmeras e rádios, treinando motoristas e cobradores para agir em situações de risco.

- Garantindo segurança no transporte por si mesmo, com motoristas remunerados adequadamente, treinados e que não trabalhem sobrecarregados – e estressados.

- Garantindo e fiscalizando o cumprimento de horários, trajetos e lotações dos ônibus em circulação.

E se você não usa ônibus, ai vão algumas razões para você exigir estas melhorias ao seu candidato:

- Mais gente usando ônibus, são menos pessoas de carros na sua frente – ruas livre, sonho de consumo de todo motorista.

- Mais gente usando ônibus significa mais lugares para estacionar e estacionamento pago mais barato.

- Acredite, mais pessoas usando ônibus significa gasolina mais barata – Lei da oferta e da procura.

- Você pode precisar do ônibus de vez em quando, por exemplo quando você está precisando ler, está com uma limitação de saúde ou seu carro está na oficina – Você pode economizar o carro reserva do seu seguro. Ou simplesmente não está afim.

- Mesmo que nada disso te comova, usar o ônibus por outros é um direito garantido e você tem de pensar nisso na hora de votar.

Já pensou em viver em uma cidade onde andar de onibus é mais barato, mais seguro e mais confortável que andar com o próprio carro? Algumas cidades no mundo pensam assim.

No mínimo seu candidato deve pensar nestes problemas.

No próximo POST o assunto é a bike.

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