quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vitória do Esporte - CBMTB e CBBx também são oficiais!

Vitória do Esporte


Marcelo Coelho(CBMTB). Marcus Vinicius(COB), Marco Aurélio Klein(Ministério do Esporte), José Luiz Vasconcellos(CBC), Francisco Silveira “Quico” (CBBX).


No ultimo dia 23 a Confederação Brasileira de Mountain Bike(CBMTB), a Confederação Brasileira de BMX(CBBX), a Confederação Brasileira de Ciclismo(CBC), o Comitê Olímpico Brasileiro(COB) e o Ministério do Esporte(ME) se reuniram em Brasília para acertar algumas arestas no relacionamento entre as entidades e atletas.

Existiam algumas dúvidas por parte dos atletas em relação à participação, pois a Confederação Brasileira de Ciclismo divulgou inicialmente que caso houvesse participação de atletas em outras entidades o mesmo seria punido. Algumas Federações estaduais filiadas a CBC seguiram a entidade e a divulgação da informação acabou gerando uma grande confusão nacional e internacional nos mais periféricos meios de comunicação da modalidade e na parte mais interessada, o atleta.

A maioria das entidades filiadas a CBC divulgavam ainda que as entidades (CBMTB e CBBX) não eram oficiais e sorrateiramente titulavam de “piratas”. As autoridades presentes entenderam que os atos praticados pela CBC e suas filiadas prejudicavam o desenvolvimento do atleta e por conseqüência da modalidade em geral.

A reunião fluiu tranqüila, pois as entidades entenderam que as modalidades precisam crescer e não podemos mais esperar. O Brasil está à beira de uma Olimpíada e muito pouco foi feito efetivamente para gerar um resultado positivo.
Abaixo segue o documento que foi redigido e assinado pelos presentes que acaba de uma vez por todas com o “bicho papão” da punição, pirataria ou entidade não oficial.

Fonte: CBMTB



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um ano depois.

Há um ano eu gravava a entrevista para a EPTV. Foi uma experiência interessante externar os planos de enfrentar o transito a bordo de uma bicicleta. Fui até cobrado por alguns quando me viam de carro.
Mais que promessa, era um sonho de conseguir deixar o carro na garagem e usar a bike como meio de transporte.

Neste período pude repartir este sonho com muitas pessoas. Algumas tentaram, outras apenas pensaram, outras devem ter pensado “coitado, pirou de vez”, mas um ano depois é hora de relatar as experiências colhidas.

Não quero fazer um mea culpa, apenas compartilhar as experiências no que posso melhorar para 2011.

A cidade.

Minha querida Rio Claro mudou muito do tempo em que enfrentei o transito pela primeira vez com minha Berlineta aro 20, num trajeto de um pouco mais que um quilometro entre a casa dos meus pais e uma loja pra pagar uma conta.

A cidade cresceu e o que era uma cidade plana, passou a invadir declives que antes ficavam na área rural da cidade. As ruas ficaram menores para o grande número de veículos, os veículos ficaram maiores e as motos se multiplicaram.

No trajeto que faço, enfrento um aclive pesado, a chamada “subida do Inocop”, com uns 500m de extensão  e inclinação acentuada. Além de exigir preparo para escalar, ele termina em uma ponte sobre a Washington Luiz onde veículos trafegam em duas mãos.

Neste ponto, as bicicletas trafegam por teimosia. A melhor solução que encontrei é subir pedalando até os últimos 50m, desmontar, subir carregando a bike, ir até a metade da ponte, voltar a montar e seguir o caminho. Na volta é difícil descer na confiança que um ônibus não vai disputar com você e que o freio não vai falhar, então também desço desmontado. São minutos preciosos gastos com segurança. Se não fosse este trecho, juro que o pedal seria muito mais simples.


No decorrer do ano fui ajustando meu caminho. A rua 1 onde tem o terminal de ônibus foi reformada e ficou ótima para os ônibus e carros, mas inviável aos ciclistas. Teimei por ali por um tempo, até que desisti e resolvi ir pela rua 3 ou pela Av.7 e passar por trás do shopping.

Sempre defendi entre os ciclistas que calçada é lugar de pedestre, mas hoje estou repensando isso. Os pedestres abandonaram algumas ruas, por exemplo, as da Av. Tancredo Neves em frente ao terminal rodoviário, a concessionária Chevrolet. Não se vê pedestres por ali, a ciclovia e rua ali é absurdamente perigosa. Então resolvi usar a calçada algumas vezes. E gostei.

Obviamente que é a exceção e não deve ser regra. Mas com muito critério a calçada é uma opção interessante.

Até que me surpreendi positivamente com a população. Levei buzinada, espelhada, xingos e ignoradas, mas boa parte respeitou, sinalizou e foi gentil. Em São Carlos era muito mais assustador. A sensação que tinha é que eu era invisível.

As bicicletas

A dupla dinâmica Joss Stone e Bessie Smith deu conta muito bem do recado.
Bessie está comigo desde 1986, desde zero e agüenta muito ainda. Não tive problemas mecânicos graves. Joss foi pra revisão no meio do ano e Bessie logo em seguida, exceto pelo freio da Bessie, nada mecânico foi trocado.
Entretanto os pneus deram trabalho. Muitos furos e com chuva é complicado utilizar o aro 27 no asfalto.
Os freios poderiam ser melhores. Com chuva ficavam muito lisos, sem ajustes tendiam a falhar em raras, mas preocupantes situações. Em declives acentuados não me inspiravam confiança acima de 20 km/h.
Na próxima bicicleta devo repensar os itens freio e pneu.
Também faltou espaço para câmeras fotográficas. Mas nada que a mochila não resolvesse, mas uma bolsa mais à mão seria desejável.
O selim não é dos mais confortáveis, mas também não é muito critico. Um mais confortável seria desejável em trajetos mais longos, mas nos 7,5km que percorro dão conta.

Eu


Algumas situações me impediram de pedalar, não quero me desculpar, mas elas estão aqui para minha analise e de quem pretende entrar nessa de pedalar pelas ruas, o tamanho da encrenca.

Planejamento


Das situações que atrapalharam os planos, destaco algumas faltas de previsão. Por exemplo, ter de ir trabalhar com o carro para poder ir ao supermercado fazer compras depois do expediente. Isso aconteceu e poderia ser reduzido com algum planejamento semanal e mensal. Mais experiências para as próximas.

Chuva


Ainda não aprendi a enfrentar a chuva e em dias de chuva deixei a bicicleta em casa e fui de carro. Mesmo sem chuva, mas na eminência de chover. Como já escrevi acima, a bicicleta não se comportava muito bem na chuva, além da cidade sofrer uma transformação em comportamento. Os motoristas ficam mais agressivos.

Ciclista de óculos deve odiar chuva. Os óculos ficam molhados e não se vê quase nada. Tirar os óculos também não ajuda.

Pretendo ter alguma experiência e uma bicicleta mais adequada para as chuvas pra esses casos. Talvez não enfrentar a chuva logo de cara, mas naqueles dias em que está o tempo meio “chove não molha”, não temer ir de bike seca e voltar ensopado!

Sinusite

Outro fator que me abateu foi uma sinusite. Não sei ainda se usar a bicicleta com o rosto exposto ao frio e ao vento causa ou agrava a sinusite, mas nos meses frios ficou impossível usar a bicicleta. O rosto ficou muito dolorido, os olhos lacrimejaram muito. Tomei antibióticos e neste tempo, nada de bicicleta.
Preciso descobrir como conciliar bicicleta e frio. Vale lembrar que países frios têm grande frotas de bicicletas, então eu preciso aprender com eles, conversar com minha medica e enfrentar este problema.

Segurança

Apesar de ser um problema ligado indiretamente ao ciclismo por algumas vezes me senti sendo observado ou em situações delicadas quanto à segurança. Estas situações me fez repensar horários e trajetos e é mais um motivo que pode desencorajar o uso da bicicleta como meio de transporte. Os dias com horário de verão são ótimos.

Outras atividades físicas.

No inicio de 2010 conciliei a corrida a pé em dias que não pedalava, mas não levei muito adiante. Uma pena, porque senti efeitos ótimos. Também acho que preciso fazer algumas atividades para os braços. Para 2011 quero voltar a fazer corridas a pé, pular corda, talvez voltar a nadar e fazer exercícios específicos para os braços.

Resumão


No total foram 1066 km de pedal em 80 horas e 10 minutos no selim.
A média horária foi de 13,3 km/h e media diária de 3 km/dia sendo que meu objetivo era em torno de 6 km/dia.

A máxima velocidade no plano foi de 30,6 km/h com a Joss no dia 26 de Março, a maior distancia percorrida em um único dia foi de 26,6 km no dia 20 de Outubro também com a Joss.

No dia 22 de Dezembro de 2009 eu pesava 82kg, hoje peso 75kg. Fiz um regiminho, troquei o leite integral por desnatado e cortei o açúcar, nada muito sério. A perda de peso ajuda também a pedalar mais fácil o que ajuda a manter o peso. É um ciclo!

Como escrevi acima, se não alcancei meu objetivo numericamente, tenho consciência do passo que dei e de onde estou nesta caminhada.

Também quero mostrar a quem pretende se aventurar pelas ruas com sua bicicleta que os resultados não vêem do dia para noite mais são construídos dia a dia e que aí é que está a graça.

Por fim deixo um abraço ao Ely Venancio e ao Paulo Lima que fizeram a entrevista, dois profissionais que eu teria em minha equipe e a Marcela do Fantastico que fez o convite. Um abraço também ao Clayton Palomares que dividimos as alegrias e desilusões de pedalar numa cidade do interior chamada Rio Claro e ao Tiago Borguezon, um cara que realmente deixou o carro pra usar a bicicleta em tempo integral, que me cobrou quando me viu de carro pelas ruas e que só o exemplo já valia como “bronca”, não precisava nem abrir a boca.

Não queria fazer lista de agradecimentos porque não é um projeto que termina aqui, mas  sem o apoio da família, dos amigos e do Alexandre meu mecânico da bicicleta, eu ainda estaria fazendo o mais fácil e andando de carro. Obrigado aos que entenderam meu apelo e de alguma maneira facilitaram minha vida neste caminho.

E ai? Vamos pedalar?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Resposta da Secretaria de Porto Alegre...

A pergunta...

Impressionante o email enviado por esta secretaria e reproduzido no 
blog: 
http://massacriticapoa.wordpress.com/2010/11/29/mercado-publico-de-porto-alegre-quer-desencorajar-o-uso-da-bicicleta-como-transporte-publico/ 
onde se desestimula o uso da bicicleta como transporte.

Não vou me deter muito sobre o assunto, apenas afirmar que a bicicleta é 
vista em muitas cidades do mundo como a alternativa mais viavel para o 
transporte individual e sustentável.

Acho que a secretaria deveria se informar antes de escrever aberrações 
como estas...

Assinalo aqui meus sinceros votos de protestos a politica adotada por 
esta cidade !

Samuel
E a resposta:
------------------------------------------------------------------
Boa tarde, Samuel.

Pronunciamento do Sr. Secretário da SMIC:
 
Senhores Munícipes:
 
Tomei ciência da resposta dada por uma servidora do Mercado Público acerca da questão das bicicletas. Apresso-me em desculpar-me com todos os que escreveram à SMIC, alguns indignados,  informando que foi uma posição pessoal da colega, que não representa a visão da Secretaria, nem do Governo. A seguir, compartilho nossa visão:
 
A)      É necessário sim o estimulo a transportes alternativos, tanto no diz respeito à qualidade de vida, especialmente no que concerne ao meio ambiente. No caso das bicicletas também uma melhor saúde;
 
B)      De fato o Mercado Público não dispõe de uma estrutura que acomode as bicicletas. Já determinei que providências sejam tomadas no sentido de disponibilizar o mais breve possível um bicicletário;
 
C)      Vale lembrar, sem querer apontar culpas ou responsáveis, que o Mercado tem 141 anos, e que até hoje governos de todas as matizes ideológicas ainda não haviam se apercebido desse lapso, que o presente episodio ajuda a aclarar;
 
D)      Importante registrar também que a origem desse problema de agora, deveu-se ao fato de que uma bicicleta foi acorrentada em um dos portões do Mercado Público, o que também não é correto. Mas compreendemos que certamente isso ocorreu pela indisponibilidade do equipamento adequado para a guarda das bicicletas;
 
E)      Eu próprio, como vereador e líder em 2009, fiz incluir na ordem do dia da Câmara de Vereadores a votação - e trabalhei pela aprovação - do Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre;
 
Reiterando nossas escusas, lamento somente o teor de alguns e-mails, que se valem de adjetivos e excessos que certamente não contribuem para a construção de caminhos positivos, imputando ao Governo, como disse anteriormente, o equivoco de uma servidora, que também não pode ser condenada por isso. Precisamos exercer a virtude da tolerância.
 
Por último, dizer que é visão desta secretaria e sob, o comando do Prefeito Fortunati, prestarmos um serviço público eficiente, ouvirmos o cidadão, corrigirmos equívocos e a cada dia tentarmos melhorar nossa cidade.
 
Atenciosamente,
 
Valter Nagelstein
Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rio Claro terá Pista de Dirt Jump de Alto Nível

Começou na quinta passada a construção de uma pista de Dirt Jump em Rio Claro, a qual sediará o primeiro Campeonato Paulista da história.

Rio Claro, cidade do interior paulista que sedia a Federação Paulista de Mountain Bike (FPMTB) contará, até o final do ano, com uma pista de Dirt Jump de alto nível e também um pump track ao redor da área.
O Dirt Jump é uma modalidade que consiste em grandes saltos seqüenciais, onde os pilotos realizam manobras impressionantes, já o Pump Track é um circuito com elevações de terra nas quais os ciclistas ganham velocidade somente pressionando, ou “pumpeando” a bicicleta no terreno, utilizando-se das ondulações para se ganhar velocidade. A modalidade está virando febre mundial, pois permite desde a iniciação de crianças até o aperfeiçoamento na técnica dos mais experientes.
Após parceria entre a FPMTB e a Secretaria de Obras de Rio Claro, ficou definido que o município disponibilizaria a área, matéria prima e maquinários para a construção da pista e a FPMTB disponibilizou gratuitamente o projeto, o acompanhamento da obra e a mão de obra.
A pista está sendo construída em frente ao supermercado Paulistão na Av. Brasil entre as Avs. 52 e 54 em uma área que está sendo destinada pela Prefeitura a ser uma Praça de Esportes. A pista de Dirt Jump possuirá linhas para iniciantes, amadores e profissionais, possibilitando desde a iniciação de crianças ao esporte até a realização de eventos de alto nível no local trazendo atletas profissionais para a cidade.
Após a construção a FPMTB pretende iniciar um projeto social que atenderá mais de 2.000 crianças pro ano no local, iniciando-as no mountain bike e, quem sabe, até formando atletas olímpicos para as olimpíadas de 2016. O projeto buscará ainda, educar os futuros motoristas para o trânsito utilizando a bicicleta como meio para tal, formando cidadãos mais saudáveis, críticos e humanos.
A inauguração da pista será realizada com o Campeonato Paulista de Mountain Bike 2010 – Dirt Jump nos dias 03, 04 e 05 de Dezembro. O evento acontece somente uma vez ao ano de cada modalidade do mountain bike, sendo que o Dirt Jump contará pela primeira vez na história um campeonato estadual da modalidade.
Maiores informações sobre o evento no link: http://www.cbmtb.com/noticiasDentro.php?cod=MzY1

(FONTE: Clayton Palomares pela FPMTB)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A ciclofaixa da Rua 6-A (Ou como passar tinta num problema)

A Ciclofaixa da Rua 6-A em Rio Claro.

Ciclofaixa da Rua 6-A: Camera Olympus PEN meio quadro


To voltando de uma pedalada pela nova Ciclofaixa de Rio Claro, na rua 6-A, confesso, estou assustado e pensando em nunca mais voltar lá. Mas vamos aos fatos.

A ciclofaixa tem 1.3 km de extensão e aproximadamente 0,9m de largura – Não medi.


Exibir mapa ampliado


Fica numa das vias mais perigosas e que tem maior fluxo de bicicletas na cidade. O limite de velocidade, oficialmente é 50 km/h, mas não possuí radares e obviamente o limite é pouco respeitado. Foi aqui que aconteceram dois acidentes fatais envolvendo jovens.

Porque gostei:

Gostei porque nosso sonho de discutir bicicleta como meio de transporte em Rio Claro, começa a virar realidade. Alguém resolveu fazer alguma coisa, mesmo que eu ache que está errado, pelo menos está se fazendo e na democracia em que vivemos, abrindo para discussões.

Ciclista usando a ciclofaixa


Porque não gostei:

Bom esta é Bessie no início da ciclofaixa. Um trânsito do mal estava nesse dia. Carros em velocidade e tirando fina!

Alias só sei que é uma ciclofaixa pela intuição, pois não tem nada indicando.

Bessie entrando pela Ciclofaixa


Ai o primeiro absurdo: Um ponto de ônibus sobre a ciclofaixa. Os ciclistas já levam a pior com os carros, mas os dois acidentes que citei foram contra veículos de grande porte: Um caminhão e um ônibus. O mais recente a jovem, ao desviar de um carro estacionado, foi colhida por um ônibus em movimento.


No meio da ciclofaixa tinha um ponto de onibus

Tinha um ponto de onibus sobre a ciclofaixa

Bom, se o enfrentamento entre ônibus e bicicletas é critico, será que colocar um ponto de ônibus sobre uma ciclofaixa é uma boa idéia? Não dá pra tirar os pontos de ônibus daí, mas será que a faixa ta no lugar certo?

Mas não é apenas um ponto de ônibus, são 5! E enquanto o ônibus pega e descarrega pessoas, o que devem fazer os ciclistas? Esperar atrás do ônibus? Arriscar-se sobre a via?

E veja este ônibus andando sobre a ciclofaixa e outro que não consegui fotografar, estava parado antes do ponto de ônibus para desembarque/embarque.

Passou relando...


Mais pra frente outro fato: Carro parado sobre a ciclofaixa. O motorista alegou que a porta do passageiro se abriu, mas do outro lado ele poderia estacionar e ficar o tempo que quisesse. Este motorista brigou com outro ciclista que passava e trocou farpas comigo – Não reagi e fiz que não vi.

Veiculo estacionado sobre a ciclofaixa. E o cara quis engrossar.


Outro carro parado. Este sobre uma faixa de emergência de uma Farmácia. Isso mesmo faixa de Emergência, também sobre a ciclofaixa. A farmácia está ali, ela precisa realmente de uma faixa de emergência, mas novamente, como se comporta o ciclista neste caso. Arrisca-se ou espera? E o que é mais legal a moça parou nesta vaga, mas para ir a padaria que fica ao lado e ainda se desculpou comigo “Desculpa moço é rapidinho”.
Estacionamento de emergência da farmácia sobre ciclovia,
usado para comprar pão na padaria. 

Pela placa ela tem direito de ficar ali por 15 minutos. Fora do horário de pico, cheguei a contar 1 ciclista por minuto neste trecho. Já imaginou 15 ciclistas pedindo passagem?

Ainda como estes foram mais 3 carros sobre a ciclofaixa, parados, desembarcando, manobrando ou “queimando” a faixa.

Depois deste dia, voltei mais duas vezes até a ciclofaixa e contei quatro carros estacionados sobre a ciclofaixa, um inclusive travado e com alarme ligado - Pude deduzir que era alarme pelo led piscando no vidro.

Com quem conversei sobre a "novidade", a sensação que tive foi que a idéia de colocar uma ciclofaixa e de "colocar o ciclista no seu lugar", ou seja, limitar seu espaço na via.

Vale lembrar que em Rio Claro, por suas peculiaridades históricas e topográficas existe um enfrentamento motorista/ciclista e ciclista/motorista. Muitos ciclistas suicidas maculam a imagem deste veículo por aqui.

Em próximos POSTs vou verificar se a policia vem alertando motoristas que estacionam neste local, quero também conversar com motoristas e ciclistas que usam esta ciclofaixa.

Particularmente aconselho aos ciclistas não se arriscarem por esta rua, mesmo pela ciclofaixa. Eu por exemplo uso vias paralelas que são muito mais calmas: levam e trazem aos mesmos destinos.

À prefeitura fica meu apelo que pensem melhor se apenas pintar uma faixa é resolver o problema.

E a mim vou continuar observando porque quero chegar a conclusão que eu sou é chato demais.

Para saber mais sobre Ciclovias e Ciclofaixas, veja estes links:





http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101021/not_imp627574,0.php


Nota técnica:

A primeira foto em meio quadro foi feita com uma Olympus PEN, filme Kodak 400, scanner de negativo, as outras fotos foram feitas com celular Nokia.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Candidatos e candidatas.

Se você é candidat, usa a internet e gostaria de dar sua opinião sobre o transito, em particular a bicicleta, poste um comentário ai que eu divulgo.

Como este blog é pessoal, não é ligado a nenhuma empresa ou instituto ou nada, sou eu e só eu, coloco aqui as regras: Qualquer mensagem de candidato será postada, independente da opinião ser a favor ou contra o uso de bicicletas no transito, não publicarei mensagens que citem outros candidatos ou que sejam respostas a outros comentários anteriormente postados ou que façam comentários a instituições ou pessoas públicas. Por falta de tempo, os comentários serão postados quando possível (infelizmente não posso colocar assim que chegar) e coloco como prazo máximo para aceite o dia 22 de Setembro.

O Transito nas pequenas cidades:

As cidades do interior paulista tiveram na bicicleta a base do transporte individual por muitos anos. Entretanto nos últimos anos, um grande número de veiculos automotores - Carros e motos, tem feito as bicicletas perderem espaço nas ruas. As consequências deste aumento são sentidas em muitas cidades como o início de congestionamento, muitos acidentes e aumento da poluição tanto sonora quanto do ar.

Por outro lado, os motoristas reclamam que os ciclistas atrapalham o transito, andando na contra-mão, não respeitando a sinalização e oferecendo perigo para si e para o transito em geral.

Em muitas cidades do mundo promove-se o uso das bicicletas, alguns defendendo a integração da bicicleta no próprio transito, outros defendendo as ciclovias.

Em minha Rio Claro por exemplo, não existe definida nem uma situação nem outra. Alguns kilometros de ciclovia recreativa, outros de ciclovia util e muitas bicicletas pelas ruas sem integração com o transito numa espécie de guerra pelo espaço.

Para os senhores candidatos ficam duas perguntas:

1. Você anda de bicicleta regularmente?

2. Como você acha que deve ser encarado o uso da bicicleta no transito das cidades em expansão no interior paulista?

Fica ai o espaço para comentários.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Réquiem para uma boa câmera.

A minha fiel Fujica FT-705 deu sua primeira falha em anos de bons serviços prestados. Quase contrária a tudo que defendo quanto a simplicidade, a Fujica com sua infinidade de botões, escolha de lentes, ajustes e leituras foi a minha professora de fotografia, com a qual fiz cerca de 1500 fotos em pouco mais de 4 anos.
Sempre fiel, começou a apresentar medidas estranhas no fotômetro, como se sempre houvesse um excesso de luz. Isso me fez perder um rolo de filme e a confiança na velha maquina.
Depois de constatado o problema, levei até uma não menos fiel, oficina de câmeras que já ressuscitou várias câmeras minhas, deu o triste veredicto de falta de peças para manutenção.
Existe ainda a possibilidade de um técnico indicado pela própria Fuji resolver o problema, eu mesmo abri a câmera e tentei encontrar algo, mas por um momento, resolvi remover as pilhas, enrolá-la em plástico com sol-gel para proteger a unidade e guardá-la numa caixa.
E assim ela ficou por dois dias.
Depois pensei que esse não é o fim digno que ela merece. Retirei o plástico, coloquei a objetiva, um rolo de filmes, fechei todo o diafragma, deixei o tempo de abertura em “B” e sai fotografando, sem botões, ajustes e leituras numa noite fria do final de Julho.
Algumas das fotos desta despedida da Fujica estão ai. Mas algo me diz que esta despedida não é definitiva.